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Como praticar o inglês sozinho?

  • Foto do escritor: Daniel Pamplona
    Daniel Pamplona
  • 28 de jun. de 2024
  • 5 min de leitura

Atualizado: 10 de jan.

Jovem estudando inglês com fones de ouvido e laptop

Essa é uma questão fundamental para qualquer estudante brasileiro de inglês. Como estamos em um país em que o inglês não é língua oficial, as oportunidades para praticar o speaking costumam se restringir à sala de aula, independentemente de você fazer aulas de inglês particulares ou num curso regular em alguma escola. Como a aprendizagem depende diretamente do maior contato com o idioma, essa restrição precisa ser contornada de alguma forma. Neste post, vou sugerir aplicativos, sites e outras fontes que você pode incorporar muito facilmente à sua rotina para aumentar o tempo de contato com o inglês.


Antes disso, no entanto, quero fazer um breve comentário sobre essa ideia de “praticar o inglês”. Tenho a impressão de que, quando as pessoas dizem isso, elas têm uma noção um tanto estreita do que é praticar um idioma. Geralmente, pensa-se em prática como o ato de falar inglês. É preciso alargar esse conceito. Afinal, um idioma pode ser praticado por meio de quatro habilidades: speaking, listening, reading e writing. Praticamos o idioma quando escutamos um podcast, por exemplo, ou quando fazemos algum tipo de exercício de compreensão auditiva. Também o praticamos quando lemos um artigo de nossa área de interesse, um livro etc. Por fim, escrever também é prática, mesmo que sejam sentenças soltas num caderno com o intuito de utilizar um vocabulário aprendido recentemente. Todas essas atividades contribuem enormemente para o desenvolvimento do idioma e para a fluência. Por isso, mesmo que, neste momento, você não tenha oportunidades de falar inglês, praticar as habilidades de listening, reading e writing são ótimas maneiras de você aumentar seus recursos linguísticos e estar melhor equipado para quando surgir a oportunidade de praticar speaking.


1) Como praticar listening?


Quando se pensa em praticar listening, geralmente se pensa em assistir filmes e séries. Conforme discuto em meu post sobre como desenvolver o listening, essas são formas válidas de se ouvir inglês, mas, na minha opinião, não são as formas mais eficientes de se desenvolver a habilidade de escuta. Isso porque este tipo de conteúdo implica uma prática extensiva de listening: você escuta o idioma por 30 minutos ou mais, sem pausas e sem voltar toda vez que surge algum trecho mal compreendido. Além disso, as legendas, mesmo que em inglês, corrompem a “pureza” da prática de listening, transformando a atividade também em reading.

Por isso, creio que uma prática mais ativa e eficiente de listening deva ser feita com áudios mais curtos (entre 1 e 5 minutos), que sejam ouvidos várias vezes e que incluam exercícios de compreensão. Para isso, o melhor aplicativo que eu já encontrei é o Listen English Daily Practice. Ele tem milhares de conversas, sobre os mais variados assuntos, com diferentes sotaques e níveis de dificuldade. Além disso, para cada conversa há uma série de questões de compreensão e, ao final, você pode ler a transcrição da conversa (para verificar sua compreensão) e também conferir o glossário com o vocabulário novo que apareceu no diálogo. Toda essa sequência pode ser completada em algo como 15 ou 20 minutos, e acredite: basta um exercício destes algumas vezes na semana para você começar a perceber seu listening mais afiado.


2) Como praticar reading?


O mesmo ponto que eu discuti sobre o listening vale para o reading. Ler um livro longo, por lazer, pode ser muito prazeroso, mas não é o tipo de atividade em que paramos a cada momento para reler trechos mais difíceis ou para procurar vocabulário no dicionário (se fizermos isso, a atividade se torna insuportável e perde o sentido). Para uma prática mais focada, é interessante trabalhar com textos mais curtos (um post de blog, um artigo de um jornal online etc.). Uma excelente fonte é a seção Experience, do jornal britânico The Guardian. Nesta seção, pessoas de todo o mundo contam histórias que aconteceram em suas vidas. Há histórias de todos os tipos, mas todas bastante curiosas (consultando as mais recentes, há uma sobre uma mulher que deu à luz à própria neta [!] e sobre outra que cantou no casamento da Madonna. Também há uma sobre um homem que comeu pizza todos os dias nos últimos seis anos). O nível de dificuldade é intermediário ou avançado, dependendo do tema. O acervo de histórias é imenso, pois esta seção do The Guardian existe há muitos anos.


Como sugestão de prática, eu diria o seguinte: faça uma primeira leitura, só para compreender do que trata a história. Em seguida, faça uma nova leitura, desta vez marcando algumas palavras (entre 5 e 7) que você não conheça ou que tenha considerado interessantes. Procure o significado destas palavras no Google ou qualquer dicionário online. Por fim, em um caderno ou arquivo Word, escreva frases sobre sua vida, seu trabalho, seus pensamentos etc. utilizando essas palavras. Não há certo ou errado aqui: o objetivo é aproximar o vocabulário da sua realidade, para que ele se torne relevante e significativo. Essa técnica é conhecida como “personalização” e me foi muito útil durante a preparação para o exame de proficiência de Cambridge. De quebra, você ainda pratica a habilidade de escrita.


3) Como praticar speaking?


Com a popularização das reuniões virtuais, há opções de sites e aplicativos que colocam frente a frente pessoas de diversas nacionalidade e que têm por interesse melhorar sua habilidade de speaking. Dessas opções, a mais interessante e bem estruturada que eu já vi é o Speaking Club. O site oferece duas possibilidades de interação. A primeira consiste em discussões temáticas em grupo, conduzidas por um anfitrião em horários específicos, conforme a agenda da semana. Esta opção é paga, mas eles oferecem 4 encontros gratuitos para você experimentar a plataforma. Caso você decida seguir adiante, o plano mensal custa US$15,00 (R$83,25, aproximadamente), mas há descontos para estudantes. O plano pago dá direito a participar de número ilimitado de reuniões. Embora eu mesmo não tenha testado a plataforma, achei o site bastante sério e organizado. Há depoimentos de pessoas de várias nacionalidades, de modo que você também terá a chance de socializar e conhecer novas culturas. Se você já utilizou o Speaking Club, por favor deixe um comentário abaixo e nos conte a respeito!


Outra opção é o aplicativo Tandem. O nome se refere a um tipo de programa linguístico bastante comum, que consiste basicamente em colocar frente a frente duas pessoas com línguas maternas diferentes, sendo que uma quer aprender a língua da outra. Digamos, por exemplo, que eu, falante nativo de português, faça uma parceria com o Sr. John, britânico e, portanto, falante de inglês. Eu e John nos encontramos presencial ou virtualmente e podemos dividir a reunião em duas partes: na primeira, falamos inglês e, na segunda, português. É uma excelente oportunidade para não apenas melhorar o inglês, mas também para ajudar pessoas com o nosso querido e complicado português! Assim como o Speaking Club, não cheguei a testar o Tandem. Por isso, caso você o tenha testado, deixe seu comentário aqui e nos conte sobre sua experiência.


É isso, pessoal. Espero que estas dicas tenham sido úteis. Se vocês tiverem outras sugestões ou dúvidas, sintam-se à vontade para postar nos comentários. Ah, e não deixem de visitar meu website e conhecer meu trabalho como professor particular de inglês online. Forte abraço!

 
 
 

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